terça-feira, 5 de maio de 2015

Arco Metropolitano

        No dia 25 de agosto de 2009 às 16h na FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) no município de Nova Iguaçu, o secretário de obras do Estado do Rio de Janeiro Vicente de Paula Loureiro compareceu para prestar esclarecimentos para a sociedade iguaçuana sobre as medidas compensatórias do trecho de 27% do Arco Metropolitano que cortará o município do qual será inaugurado em 2010.
      O Arco tem a finalidade logística de escoar a produção do COMPERJ (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), que será inaugurado em 2012 no município de Itaboraí, através de caminhões até o Porto de Itaguaí. Por esse motivo, segundo Vicente Loureiro, a via não possuirá nenhum pedágio e será construída com recursos totalmente públicos visando a redução do custo com transporte, encurtar o tempo de viagem, reduzir o fluxo de caminhões que trafegam pela via Dutra e pela ponte Rio – Niterói e, a integração com as rodovias Rio – Bahia, Rio – Teresópolis, Rio – Minas, Rio – Santos e a antiga Rio – São Paulo.
        O município de Nova Iguaçu possui hoje 67% de seu território coberto de área verde. O trecho de 27% cortará a APA (Área de Proteção Ambiental) Rio D’Ouro e tangenciará a Reserva Biológica de Tinguá. Trazendo inúmeros impactos ambientais tais como: desmatamento, concentração de gás carbônico, ruídos, danos a animais que morrerão atropelados, a impermeabilidade do solo provocando inundações, 3500 (três mil e quinhentas) desapropriações que mudará bruscamente a rotina dos bairros que margeará a via causando a favelização.
    Para amenizar o impacto ambiental provocado pelo desmatamento que o Arco Metropolitano causará nos municípios de Itaboraí, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Seropédica e Itaguaí, o secretário de obras do Estado do Rio de Janeiro afirmou que plantará dois milhões de mudas produzidas com a parceria da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro). No entanto, não foi esclarecido quais as espécies de árvores que serão plantadas e muito menos qual a porcentagem de mudas que cada município será contemplado.
       Em seu longo trajeto foram descobertos 22 (vinte e dois) sítios arqueológicos e no encontro organizado pela FIRJAN não se esclareceu quais medidas serão tomadas a respeito desse novo patrimônio. Mas, foi dito claramente por Vicente Loureiro que as máquinas já estão nos canteiros de obras trabalhando a todo vapor na construção de 72 km (Duque de Caxias até Itaguaí) e os 68 km restantes dos quais já estão pavimentados serão ampliados e melhorados até 2010.
     Ao questionar quais seriam as medidas compensatórias para o município de Queimados, Vicente Loureiro afirmou definitivamente que será nenhuma, pois o Arco não passará em Queimados. E em Nova Iguaçu, não terá muita compensação ambiental (no projeto está previsto somente 1% do orçamento da obra), porque, segundo o secretário de obras do Estado do Rio de Janeiro, as APAs Iguaçuanas não estão regulamentadas.
          O projeto do traçado do Arco, seus impactos e medidas compensatórias não foram discutidos com o poder público municipal e nem com a sociedade civil. A obra está sendo feita nestas condições e o orçamento que será gasto nas possíveis medidas compensatórias já foi estipulado sem a consultoria das secretarias de meio ambiente dos municípios. As Instituições privadas organizadas foram consultadas. O exemplo claro é a iniciativa da FIRJAN de promover os encontros de comunicados nos municípios diretamente afetados sobre o Arco Metropolitano.
          No meio do discurso do senhor Vicente Loureiro afirmou que o Brasil vivia em uma profunda crise financeira e o projeto do Arco Metropolitano não tinha nenhuma previsão de sair do papel. E hoje, o Brasil tem recursos. E o momento de fazer a obra seria agora. O Rio de Janeiro será contemplado com uma obra tecnológica de pavimentação moderna e o seu progresso será sentido até na região Centro-Oeste.         

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