sábado, 23 de maio de 2015

Gênero Literário Artigo Científico

Resumo 

O que os cientistas fazem?
Cientistas fazem ciência. Os meios que utilizam para divulgar suas ideias é o artigo científico que geralmente é publicado em revistas de auto impacto ou em boas revistas com o objetivo de avançar a fronteira científica (conhecimento).

O que publicamos nos artigos científicos?
Publicamos Ideias. Essas ideias surgem por meio de questões, problemas ou hipóteses e culminam em resultados, conclusões, metodologia.

Quando nós publicamos?
É importante ter o tempo “time” de publicação muito bem definido. Estabelecendo metas de acordo com a ciência pesquisada e ficar atento no tempo médio de publicações que objetivam o avanço da fronteira desse conhecimento pesquisado.

Processo de criação de um artigo científico
·         Ideias - questões, problemas ou hipóteses
·         Implementação da pesquisa
·         Resultados
·         Novas ideias – Linhas de pesquisa
·         Conclusões
·         Publicação
A publicação científica contemporânea é feita de novidades.

Características do Gênero Literário Artigo Científico

Quem poderá ler seu artigo científico?
Definição do público alvo. – modo de escrita, público específico ou público geral.
Enfatizar a sua grande área de pesquisa.
Falar da importância de sua pesquisa nessa grande área por meio de texto explicativo dentro de seu artigo científico.
Detalhar metodologia.
Referenciar seu artigo de maneira que o leitor se sinta confortável para entender e compreender o seu artigo científico.

Clareza e Concisão
Clareza – Toda sentença de seu artigo científico deve trazer a mensagem mais rápida para a mente do leitor de maneira simples. Evite o rebuscamento das palavras.
Concisão – é usar o menor número de palavras para expressar uma ideia. Geralmente, publicações longas são pouco eficientes.

Processo de citação e referenciamento
Talvez seja o único gênero literário em que o autor é obrigado a citar ou referenciar as fontes consultadas. É por meio dessas referencias existente na literatura que irão dar suporte as novidades (ideias) que o autor está colocando em seu artigo científico.
A maneira correta de se fazer uma citação em um artigo científico é:
·         Primeiro leia o artigo;
·         Entenda a mensagem “ideia”, “novidade” apresentada desse artigo;
·         Escreva essa mensagem compreendida com suas palavras;
·         Faça a citação do artigo lido utilizando a ABNT.

Não há suspense na escrita científica
O autor deve mostrar ao leitor qual foi o seu principal achado (contribuição, resultado) o mais rápido possível de modo bem eficiente. Muitas vezes o assunto é entregue no título do texto.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Turismo e Sociedade

          Devido ao seu caráter interdisciplinar, o turismo possui uma vasta amplitude de abordagens nas relações estabelecidas em nossa sociedade moderna. A massificação desta prática teve seu início no século XIX com a revolução industrial, determinante na transformação das concepções de um mundo basicamente agrário, alterando econômica, política e socialmente a civilização européia da época e ditando normas de desenvolvimento nos dias de hoje, segundo os padrões capitalistas.
            O que antes era exclusividade das elites, nobreza e clero, passou a ser também benefício das classes trabalhadoras, principalmente após a implementação dos direitos trabalhistas, que previam décimo terceiro salário e férias remuneradas. Todas as partes do mundo passaram a ganhar importância no imaginário da humanidade e foram alcançadas por um número muito grande de pessoas com a invenção da máquina a vapor, do trem, do automóvel e posteriormente na baixa de custos dos planos de viagens aéreas. O que se limitava a visitação de lugares sagrados, trocas comerciais e os grand tours europeus, tornaram-se uma busca por novas experiências e relaxamento das tensões da vida cotidiana.
            Segundo Zilda Matheus, “a cidade, portanto, não é apenas um centro de produção, mas também um lugar em que a sociedade se desenvolve frui certa hospitalidade. E em relação a essa dimensão que as ideias de bem-estar coletivo e de interesse público parecem aplicar-se mais diretamente”.  Como sendo uma área das ciências sociais aplicadas, o turismo evolui conforme a humanidade transforma suas relações com o mundo. O que era importante numa determinada época, posteriormente se torna obsoleto, uma forma de atuar em determinado setor tende a ser mudada de acordo com as exigências que as organizações sociais passam a perceber os fenômenos que as rodeiam. E assim também ocorre no turismo.
            O turismo erroneamente é tratado como indústria sem chaminé, mas na verdade o turismo é uma rede complexa de atividades integradas, ou seja, ele não se limita a um espaço ou objeto, há a interação com o meio ambiente, produto e sociedade. O recurso natural ou não natural quando é desenvolvido de modo responsável, visando os equipamentos turísticos, o seu acesso fácil – imagens, informações, meios de transportes, acessibilidade e uma infraestrutura adequada para acomodar os visitantes, esse recurso se transforma em um atrativo turístico. E acrescentando as técnicas de venda e marketing para promover e divulgar o atrativo turístico, ele se transforma em um produto turístico. As divisas ficam no local onde a atividade turística é realizada, contrariando a lógica tradicional da exportação. Onde na fábrica confecciona o produto e o exporta. Já no turismo o produto não é exportado, o turista ou excursionista é que se descola.
            Agora, uma das atividades turísticas mais cobiçadas pelo mundo é a oportunidade de entrar em contato direto com a cultura “diferente”. O Brasil, por exemplo, deixou de ser apenas um local de frequentar praias e tomar sol. A vida dos moradores de periferias urbanas atrai o olhar de diversas partes do mundo, movimentando ainda mais o turismo no país. Com a evolução e o desenvolvimento de pesquisas e trabalhos acadêmicos descobriu-se que além do local visitado, a cultura da população e a sua realidade passam a ser valorizadas, conferindo assim um poder a essas pessoas, antes marginalizadas, de adquirir uma forma de subsistência e afirmação cultural. Essa inclusão garante o bem-estar social buscado nas cidades e na possível solução de problemas inerentes da vida em sociedade.
            O próprio turista aprende novas formas de cultura e transforma seu modo de se relacionar com o mundo em sua volta. Permitindo assim que grandes barreiras que assombram nossa civilização há muito tempo, como o preconceito, a intolerância e a imposição cultural, sejam demolidos pouco a pouco até que finalmente sejam extirpados da mentalidade humana.
            Nesse processo, percebe-se uma verdadeira troca de valores que permitem a ampliação das perspectivas sobre o mundo e no relacionamento social. O turismo é mais do que simples forma de aquisição de capital estrangeiro e promoção do imaginário construído sobre um determinado lugar. Ele é uma verdadeira arma de transformação e crescimento da humanidade, atuando diretamente na forma de estrutura fundamental para sua existência: a sociedade.
            O artigo 180 da Constituição Federativa do Brasil diz: “A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios promoverão e incentivarão o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico.” Para o turismo acontecer em uma determinada área, o planejamento urbano e político do turismo deve está centrado no equilíbrio o econômico e o social. Além de observar as opiniões dos diversos pontos de vistas, entre eles:

         O Setor Público  tem a obrigação de promover e incentivar o turismo na região.
         O Setor Privado fomenta a economia e realizam a atividade turística através da prática.
    Os Residentes locais precisam ser ouvidos e participar do processo decisório da atividade turística.
   Os Turistas e Excursionistas são pessoas que saem de seus lares para conhecer outras localidades, sua história e cultura ou simplesmente desfrutar de seu lazer.
     A Universidade é responsável em produzir conhecimento através de pesquisas e orientar e planejar a atividade turística.

            O planejamento da política de turismo é fundamental para o desenvolvimento da localidade e do bem estar dos residentes, turistas e excursionistas. O qual deve ser feito de forma participativa e descentralizada.
            E para alcançar essa promoção social, no artigo 217 § 3º diz: “O poder público incentivará o lazer, como forma de promoção social.” É através do planejamento e a diversificação de áreas de lazer que atingirá o equilíbrio buscado.
            Estudar turismo é uma forma de evoluir em conhecimento sobre a mentalidade humana, suas estruturas e motivações. É um meio de trabalhar não somente com os visitantes, mas ainda com o local visitado e os anfitriões, dando valor e respeitando sua cultura, além de batalhar pela melhoria nos seus padrões de vida. Enfim, transpassa as salas de aula e os professores, sendo maior que um simples conhecimento acadêmico. É na verdade um construtor de seres humanos transformadores e em constante transformação junto à evolução da humanidade.
            Nós representantes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro estamos aqui hoje para dizer a vocês que o turismo que estamos estudando na academia é muito maior que o comentado nos veículos de comunicação. Podem estar certos de quando estivermos colocando em prática nossos conhecimentos, não abandonaremos nossas convicções. Lutaremos para que seja realizada uma atividade turística realmente planejada e desenvolvida em prol de todos.

                                                                                                 
                                                                                               Matheus de Castro P. Souza

                                                                                                 Michel Guimarães de Souza

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Áudio da 1ª Reunião do Conselho Comunitário da REBio Tinguá em Jaceruba no ano de 2011

Resumo

1ª Reunião do Conselho Comunitário da REBIO Tinguá


   Motivo da reunião ser em Jaceruba e objetivo principal.

As Reuniões serão itinerantes e resolveu-se sair do centro de Nova Iguaçu levando os conselheiros a conhecer a situação do local, as comunidades do entorno e a Zona de Amortecimento da REBIO Tinguá. A reunião seria uma ótima oportunidade de reestruturar o conselho já que este teve início no ano 2002, mas não estava efetivamente ativo e funcionaria como auxiliador no desenvolvimento descentralizado da reserva. É composto por representantes do governo local, associação dos moradores, universidade e dos líderes da REBIO Tinguá.

·         Calendário ou Cronograma de reuniões.
As reuniões ordinárias ocorrerão a cada dois meses.
·         15 de setembro – Xerém no prédio do IMETRO
·         17 de novembro – Miguel Pereira
·         15 de dezembro – Tinguá

As reuniões extraordinárias poderão ser marcadas a qualquer momento e os conselheiros serão avisados no prazo de quinze dias antes da reunião marcada.

·         Mudança da Logomarca da REBIO Tinguá.

Será ponto de pauta na próxima reunião do dia 15 de setembro. Existe um grande questionamento a respeito da logomarca, pois esta deve levar em consideração a importância da biodiversidade da reserva e acrescentar elementos mais característicos do lugar, caso da menor rã do mundo e a água que foi base para a criação da reserva. Também questionam a funcionalidade real da atual logo no que se refere a seu formato atual que seria mais uma mera ilustração e não um elemento de marketing efetivo.
 Quem tiver ideias de logotipos para melhorar ou substituir o atual logotipo da REBIO Tinguá deverá mandar para o e-mail do grupo do Conselho Comunitário da REBIO Tinguá até o dia 11 de agosto de 2011.

·         Plano de Ação do Tinguá

No momento não existe um plano de Ação do Tinguá, por esse motivo formou-se uma comissão para organizar a agenda de capacitação na qual se reunirá no dia 15 de agosto em Xerém no prédio do IMETRO ás 9h. Esta agenda visa primeiramente adquirir meios de capacitar os conselheiros nas atividades a serem instituídas, através de métodos do ICMBIO. A ACADEBIO pode vir a ser utilizada no processo, porém, ainda há certa resistência pelo fato de requerer um período grande de treinamento intensivo.
Um dos objetivos da Capacitação é auxiliar na elaboração do DRP (Diagnóstico Rápido Participativo) da REBIO Tinguá que consiste a visualização superficial das potencialidades do local e pontos negativos da REBIO, assim como de sua Zona de Amortecimento. Bem preparados os conselheiros poderão auxiliar efetivamente na evolução da reserva.
      Também no dia 15 de agosto em Xerém no prédio do IMETRO se reunirá a comissão de sete pessoas, já estabelecidas, que ficará responsável em Planejar a construção do Programa de Educação Ambiental da REBIO Tinguá e apresentará ao conselho as propostas para serem votadas no dia 15 de setembro.

  • Informes

Debate sobre a criação de uma moção para a manutenção da categoria de reserva biológica, indo ao contrário do ideal de recategorização da mesma.
Tentativa de retirar da comunidade local e dos políticos a imagem da Reserva como um empecilho no desenvolvimento da região.
Na próxima reunião criará um EIA/RIMA da Estrada Parque.

  • Depois do almoço houve a posse dos conselheiros.

Segue abaixo os links do áudio em duas partes da 1ª Reunião do Conselho Comunitário da REBIO Tinguá.

                  Matheus de Castro P. Souza – 5° Período do curso Bacharel em Turismo da UFRRJ(2011)
                      Michel Guimarães de Souza – 5° Período do curso Bacharel em Turismo da UFRRJ (2011)


terça-feira, 5 de maio de 2015

Arco Metropolitano

        No dia 25 de agosto de 2009 às 16h na FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) no município de Nova Iguaçu, o secretário de obras do Estado do Rio de Janeiro Vicente de Paula Loureiro compareceu para prestar esclarecimentos para a sociedade iguaçuana sobre as medidas compensatórias do trecho de 27% do Arco Metropolitano que cortará o município do qual será inaugurado em 2010.
      O Arco tem a finalidade logística de escoar a produção do COMPERJ (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), que será inaugurado em 2012 no município de Itaboraí, através de caminhões até o Porto de Itaguaí. Por esse motivo, segundo Vicente Loureiro, a via não possuirá nenhum pedágio e será construída com recursos totalmente públicos visando a redução do custo com transporte, encurtar o tempo de viagem, reduzir o fluxo de caminhões que trafegam pela via Dutra e pela ponte Rio – Niterói e, a integração com as rodovias Rio – Bahia, Rio – Teresópolis, Rio – Minas, Rio – Santos e a antiga Rio – São Paulo.
        O município de Nova Iguaçu possui hoje 67% de seu território coberto de área verde. O trecho de 27% cortará a APA (Área de Proteção Ambiental) Rio D’Ouro e tangenciará a Reserva Biológica de Tinguá. Trazendo inúmeros impactos ambientais tais como: desmatamento, concentração de gás carbônico, ruídos, danos a animais que morrerão atropelados, a impermeabilidade do solo provocando inundações, 3500 (três mil e quinhentas) desapropriações que mudará bruscamente a rotina dos bairros que margeará a via causando a favelização.
    Para amenizar o impacto ambiental provocado pelo desmatamento que o Arco Metropolitano causará nos municípios de Itaboraí, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Seropédica e Itaguaí, o secretário de obras do Estado do Rio de Janeiro afirmou que plantará dois milhões de mudas produzidas com a parceria da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro). No entanto, não foi esclarecido quais as espécies de árvores que serão plantadas e muito menos qual a porcentagem de mudas que cada município será contemplado.
       Em seu longo trajeto foram descobertos 22 (vinte e dois) sítios arqueológicos e no encontro organizado pela FIRJAN não se esclareceu quais medidas serão tomadas a respeito desse novo patrimônio. Mas, foi dito claramente por Vicente Loureiro que as máquinas já estão nos canteiros de obras trabalhando a todo vapor na construção de 72 km (Duque de Caxias até Itaguaí) e os 68 km restantes dos quais já estão pavimentados serão ampliados e melhorados até 2010.
     Ao questionar quais seriam as medidas compensatórias para o município de Queimados, Vicente Loureiro afirmou definitivamente que será nenhuma, pois o Arco não passará em Queimados. E em Nova Iguaçu, não terá muita compensação ambiental (no projeto está previsto somente 1% do orçamento da obra), porque, segundo o secretário de obras do Estado do Rio de Janeiro, as APAs Iguaçuanas não estão regulamentadas.
          O projeto do traçado do Arco, seus impactos e medidas compensatórias não foram discutidos com o poder público municipal e nem com a sociedade civil. A obra está sendo feita nestas condições e o orçamento que será gasto nas possíveis medidas compensatórias já foi estipulado sem a consultoria das secretarias de meio ambiente dos municípios. As Instituições privadas organizadas foram consultadas. O exemplo claro é a iniciativa da FIRJAN de promover os encontros de comunicados nos municípios diretamente afetados sobre o Arco Metropolitano.
          No meio do discurso do senhor Vicente Loureiro afirmou que o Brasil vivia em uma profunda crise financeira e o projeto do Arco Metropolitano não tinha nenhuma previsão de sair do papel. E hoje, o Brasil tem recursos. E o momento de fazer a obra seria agora. O Rio de Janeiro será contemplado com uma obra tecnológica de pavimentação moderna e o seu progresso será sentido até na região Centro-Oeste.